domingo, 31 de julho de 2011

Não se perde nada no salto

Um dia um grande homem me disse: “Nunca arrisque aquilo que não se pode permitir perder”. Daí li uma notícia que uma moça salvou um cara de pular de um prédio com um beijo na boca.  Logo pensei que essa deveria amar muito o rapaz. Mas não. Nem o conhecia. E tudo virou bagunça na minha cabeça. Como já era de se esperar não entendi de bate pronto. E conforme o tempo foi passando, nunca lembrei de parar pra pensar nisso. Hoje, ao contrário de outrora, penso naquele que  foi um dos melhores conselhos que tive. E em momentos de indecisão, principalmente em questões que conflitam a razão e a emoção, esse conselho me é muito útil. E a chinesa heroína que citei a pouco, demonstra que tudo é muito valioso quando se tem outra pessoa em risco. Cuidar do próximo talvez seja o segredo para a cura de mutios dos males. Reparto com todos que acho que estão prontos pra assimilar a magnitude de tal frase, porque ela vem carregada de uma sabedoria imensurável. Eu não estava pronta para receber tal encargo, mas há coisas nessa vida que acontecem na hora que tem que acontecer. E com isso não se discute. Nem se altera. Apenas se aproveita. Se te servir já está de bom tamanho. Mas se não, o que vale foi a intenção. Agradeço pela confiança. Amadureço e só arrisco quando sei qual o alcance do meu pulo. E quando tenho alguém para me segurar. Tudo milimetricamente calculado. 

Ao som de Kings of Leon - Use somebody

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Quem tem amigo não morre pagão"

Um dia um amigo me disse e nunca mais esqueci que: "quem tem amigo não morre pagão". E disso entendi que a amizade que só cresce e amadurece me dá a certeza de que há quem olhe por mim. A parceria, as risadas e o bem estar quando estamos juntos é indescritível. Gosto de pensar que todos merecem amigos assim. Pois quem não os tem, não sabe nada dessa vida. Carrega apenas o vazio de não saber o que é bom. Desejo à todos, amigos como os meus. Mas não iludo ninguém. Afinal, eles são excepcionais. Até parece que fiz em formas, pois são moldados com encaixes perfeitos. A saudade que sinto dói e maltrata. Porém traz a certeza de reencontros cheios de amor e alegria com pitadas de loucuras indispensáveis. Celebro hoje, porque tenho a certeza de ter os melhores amigos do mundo. Os mais importantes de uma vida. Só eles já me bastariam para ser feliz. Espero que o futuro continue a me proporcionar um pouco de cada um. Quero viver suas loucuras, seus desejos, seus sonhos, seus desatinos, seus desencantos. Sou cheia de vida devido a vocês. E por vocês vivo feliz, porque são vocês que me fazem assim. Contorno o que for pra ter pessoas tão especiais ao meu lado. Enfrento e venço. Mas digo uma coisa: quer um bom desafio? Experimente gostar de mim como eles fizeram. E bons e eternos amigos seremos.

=]
 Feliz dia do amigo a todos e em especial aos meus melhores e de sempre!!!

Ao som de Nando Reis - Minhas amigas

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O padrão nas minhas peculiaridades

Hoje fiz tudo em função dos meus pensamentos e sentimentos. Fui passional da pior forma que sei ser. E resolvi não me importar, afinal a quanto tempo eu não me permitia? Achei (em vão) que era hora de deixar acontecer... Eu ensaiei pular do mais alto, mas hesitei. E bendito seja meus momentos de sobriedade. Porque são eles que realmente me mantém inteira. Quando eu escuto o que não estou preparada sei fingir indiferença como ninguém. Sério, vocês deveriam querer aprender comigo. E depois, como que se estivesse exalando alegria por todo o meu ser, fui comemorar as ‘férias’. Fiz tudo que se têm direito quando se quer curtir uma fossa, mas a diferença foi que fiz como se celebrasse. Ri, conversei, brinquei com a situação, e fingi interesse. Sim, doeu. Uma dor tão prematura, ainda não teve tempo de tomar proporções catastróficas. Tomei vacina contra essa e estava na hora de renová-la. Então por mais que não tenha sido do meu inteiro agrado, eu agradeço desde já. Sentir escapar entre os dedos é melhor do que possuir e depois ser arrancado. Entreguei o prêmio ao vencedor, sem mais receio. Afinal, fez por merecer. Só não ache que eu competiria com qualquer um por tal prêmio, porque nem pelo melhor deles eu o faria. Eu sei que não vale a pena, mas como não sei se você sabe disso, vamos deixar claro. O tempo sempre é o melhor remédio, o senhor da razão e o meu mais fiel companheiro. Que me traga a paz que tanto almejo, que me teste de forma superficial, que não me deixe sentir esperanças longas, nem saudades curtas. Faça com que eu represente não da maneira mais intensa, mas da maneira mais correta. Peculiaridades em mim.


Ao som de Bob Marley - No woman, no cry






domingo, 10 de julho de 2011

Você, você, você, você, você, você, você....


”A minha vida tá ferrada e foi eu mesmo que ferrei...”  Enfim, alguém disse uma verdade! As tristezas dessa vida é a gente que inventa. Busca-se problemas por sentir demais. Pode ser tédio, desespero, angústia de qualquer tipo. Não importa o que realmente se sente, mas o fato de sentir já basta. A expectativa da realização de atos pesam sobre os ombros. E às vezes doe, e às vezes não. E o peso de tudo isso quem decide é você. Não deixe que os outros digam aquilo que se deve sentir. Ninguém pode opinar sobre o que você é. Porque a mudança é essencial, faz parte do seu crescimento, porém o caminho é seu. Quem guia é apenas você. É eu sei. Tem uma palavra que foi repetidas vezes dita ao longo desse texto. VOCÊ. Se isso não te diz nada, minhas palavras de agora em diante serão dispensáveis. 

Ao som de Adele - Rolling in the deep

Indicação da minha big sister ---> I WANNA SHOW YOU HOW GREAT I AM

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Contagiante x Contagioso



Dói quase como uma picada de qualquer coisa. Algo que já aconteceu tantas vezes, que você já sabe como é e que vai passar. Mas que coça, que incomoda e que te faz perder algum tempo. A mesmice seria hilária, se não fosse tão ridícula. Desperta irritação pelo jeito que é, pelo tempo que se leva para sarar. E de repente você se pega pensando: mas como fui me deixar picar? Não é época de bichos desse tipo, eu estava protegida, já sei todas as manhas para evitar esse tipo de problema... e mesmo assim aconteceu. E você pensa que da próxima vez vai tomar mais precauções, que vai se cuidar mais. Só que não se atenta para o fato de que presume-se haver uma próxima vez. E o raciocínio se forma errado desde daí. Talvez se a precaução estivesse realmente em primeiro plano, o tempo não seria necessário para a cura. A dor não existiria. E eu adoraria a sensação de ao menos uma vez não ter sido pega. Há quem diga que eu chego lá. Talvez sejam só otimistas, mas a realidade reflete dias melhores. Interpreto assim! Afinal, tudo é muito contagiante, desde que se evite o contagioso...

Ao som de The Killers - Mr. Brightside

domingo, 19 de junho de 2011

Fazendo malas para sair de férias



E eu sai de férias. Porque sei bem como é fazer as malas. Primeiro, aquela expectativa de que tudo vai caber. A sensação de que vai ser legal. De que coisas boas irão acontecer. Você pensa que pegou tudo. Que está precavida pra qualquer imprevisto. E faz uma mala cheia de cautela, tentando prever a viagem inteira e o rumo de tudo. Pensa estar no controle. E então, luta pra mala fechar. Tira, põe, ajeita de um jeito, muda, troca, senta em cima, pede ajuda. A falta de espaço, o zíper que emperra, e mil empecilhos mais. E no final cansa. E o resultado pouco importa. Porque no fim das contas, a mala deu tanto trabalho, que por mais vitoriosa que saia de tal situação, o cansaço te suga. Não deixa que aproveite. Porque a mala pesa. E quando se percebe que há mais do que se poderia carregar, pesa. A idéia de esquecer planejamentos e malas e coisas, vem como um enlace fatal. E no final cansa. Independente do resultado, cansa. Porque quando se faz de um tudo para ser feliz, e se está determinada a sê-lo, enfiar todos os sentimentos que atrapalham “sua viagem” numa mala e tentar fechar para abandoná-la em algum lugar é o ideal. Utopia talvez é tentar fazer as malas para sair de férias. Se quer viver isso, esqueça as malas e vá sem nada.

Ao som de Nando Reis - Minha gratidão é uma pessoa

domingo, 12 de junho de 2011

A tal da L.E.R.

Em pleno dia dos namorados não há nada melhor para se falar do que L.E.R. Sim, lesão por esforço repetitivo. Porque eu e mais um porção razoável da população sofre disso. E se lembra justamente em datas como essa. A LER maltrata porque a gente escolhe deixar que ela maltrate. É tudo ridiculamente calculado. O esforço repetitivo em amar errado, em persistir, em não querer deixar ir, faz com que surja a lesão. No começo pequena. De fácil cura. Desde que abra mão. Mas como a teimosia manda, a gente se ilude e deixa a lesão aumentar. E começa a se familiarizar com ela, e aos poucos deixa ela chegar, ir se encostando. Convida pra entrar. O que chegou tímido passa a ter lugar na mesa, escova de dente no banheiro, e vestígios por toda a casa. Daí pra frente, tá tudo perdido. É L.E.R. E das brabas. Dói muito, sufoca, faz a gente pirar. É como você comer guloseimas escondidos, sabotando seu regime, sem ter de quem esconder. E mesmo assim você faz. Não sei se é auto-flagelo, pra diminuir o sentimento de culpa, ou qual é a desculpa que se enquadra. A partir do momento que você toma consciência do problema e assume pra quem quiser, parece que você vai conseguir. Mas não é assim... Não sei quando é que se supera essa dor infernal, quando pára de fazer aquele mesmo movimento que tanto machuca e judia... Mas peço para que todos fiquem de vigia... Que em qualquer recaída, cheguem junto... Pode ser na base da voadora, nocauteie se for preciso. Desde que funcione não há restrições... L.E.R, pra mim, um mal necessário.

Ao som de som de Keane - Under pressure

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Água viva


Subestime um adversário. Duvide do possível. Questione atitudes. Acredite que alguém não seria capaz de fazer algo apenas por se julgar incapaz. E verá quão enganosa pode ser uma dedução. Por mais certo que você esteja, quando a hora chega não adianta titubear. Pois sempre vem. E te acerta. Machuca e ensina. Haverá aqueles que se tornarão descrentes por um tempo. Ou outros que terão esperanças de que foi um acontecimento isolado. E terão uns que superarão. Não importa como veio até você. Relevante é apenas aquilo que se constrói com o que suas experiências lhe proporcionaram. Mexa-se. O tempo não sabe curar aquilo que não se cuida. Observe para que haja algum proveito da vivência, do cotidiano. Mas o faça sem preconceitos ou visões romantizadas. Apenas seja objetivo. Aquilo que se enfeita demais, que é perfeito demais, ou bom demais, sabe ser cruel demais. Queima como água viva.

 
Ao som de Oração - a banda mais bonita da cidade


domingo, 29 de maio de 2011

"Mentiras sinceras me interessam..."


Distorcendo a verdade para que ela se encaixe na história que criei. Mato leões gigantes por dia. Sou criadora de tudo aquilo que acredito. Gosto de dizer verdades brincando. A verdade é um fardo sem graça demais de carregar. Quero ver você sustentar a mentira. Essa sim é complicada. Essa sim nos faz agonizar, tremer na base mesmo. Uma boa mentira dita várias vezes se torna verdade, mas será que uma verdade dita várias vezes não se torna mentira? É difícil estabelecer o limite entre duas espécies de saber. Ou se sabe errado, ou não se sabe. Talvez ignorância extrapole alguns parâmetros. Como o da verdade e da mentira. O sufoco de uma mentira enfeitada não atormenta tanto quanto uma verdade sem sal. O que não se entende é a falta de encanto na verdade. Por que está não me comove? Deve ser morbidamente trágica para me tocar e para me fazer importar. Se não, viro as costas e vou me interessar pela mentira hilária. Pode ser aquela escancarada mesmo. Não me importa. Ela me enfeitiça. Ocupa meus pensamentos num desenrolar da imaginação. Criatividade na mais pura essência. Mas a verdade vem pedir clemência. E se fazer transparecer majestosa. E acredito que taí a graça da vida. O desvendar, o despertar, o desmanchar. 

Ao som de Cazuza - Maior abandonado

domingo, 22 de maio de 2011

A bengala


Cai. E não pus a mão na frente. Me ralei toda, rasguei a calça jeans que mais gostava, me sujei inteira. E fez uma ferida, que me deu uma coceirinha. Mas a verdade é que a queda já vinha de uns tempos pra cá. Não foi nada demais. É só a ausência de um alguém pra me apoiar, que costumava estar sempre ali. Hábito meu. Confiança e esquecimento. Alguém que nem se sabe mais ao certo quem. A vaga lembrança do rosto gera desespero, porque parece que vai sumindo. Sufoco. A sensação é de que você não terminou de copiar tudo que o professor escreveu na lousa, e ele insiste em apagar mesmo com você pedindo pra que espere.  Daí vem a vontade de ouvir algo que conforte dito da forma mais confiante possível. Um otimismo inigualável daquele que nunca perdeu a esperança. A falta de um fingimento dócil. E me pego caindo outra vez. Quem diria... meio auto-suficiente. A fantasia em que se vive reflete a realidade que se sonha. Anestesia que insiste em falhar em momentos vitais. A expressão não torna externo aquilo que reprimi. E o que se elimina é raiva. Com fundamento, mas sem entendimento. Corrói aos poucos. Como que a coceirinha da queda, e quando se percebe já tomou conta. Tarde demais. Já falou por você. Se alguém dissesse que vai passar, que é apenas uma onda de hormônios descontrolados, ou então que há um motivo realmente consistente, mas que ele vai ser resolvido. Tudo bem. Alardes por todos os cantos e a ignorância, ou porque não, a prepotência fizeram com que parecesse tudo bem. E agora tudo está qualquer coisa, menos bem. Não dá para insistir em perder tempo com palavras. Não se perde o foco daquilo que não se permite. Muito menos daquilo que deixou de existir. Riram do meu tombo. Ri junto. Depois imaginei que sem você não tem tanta graça. E determinada, comprei uma bengala.

Homenagem aquele que teve um pouco mais de tempo.
Ao som de Ingrid Michaelson - Keep Breathing